Suiço vendeu a pele das costas para virar obra de arte

Suiço vendeu a pele das costas para virar obra de arte

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Lembram do artista belga Wim Delvoye que tatua porcos para depois vendê-los? Ele também tatuou uma pessoa e obviamente não irá vendê-la, mas o objetivo da pele tatuada com a sua arte virar quadro depois da morte do animal (os porcos e agora um homem_sim, alguns esquecem que somos animais) está mantido. Inclusive a pele das costas do homem já está vendida para um colecionador. Ou seja, a venda não foi ainda completamente efetivada mas já está negociada.

O belga Wim Delvoye famoso por tatuar porcos é o artista que projetou tatuagem de Tim Steiner (foto: arquivo/WIM DELVOYE)

Tim Steiner tem 40 anos e gerencia uma loja de tatuagem em Zurique, Suíça. Ele deixou Delvoye cobrir suas costas e agora ganha a vida sem camisa por diversas cidades do mundo expondo-a em galerias de arte. “Minha pele pertence a Reinking agora. Minhas costas são uma tela, eu sou a moldura provisória“, diz o quadro humano. A obra de arte tatuada na pele de suas costas, intitulada “TIM”, foi vendida por 150 mil euros (cerca de R$ 505 mil) ao colecionador de arte alemão Rik Reinking em 2008, e Steiner recebeu um terço desse valor.

A primeira exposição aconteceu na sua cidade natal em junho de 2006, quando a tatuagem ainda era um trabalho em andamento. Em 2016, quando a exposição completou um ano, ficou de janeiro a dezembro no Mona em Hobart, na Tasmânia, trabalhando cinco horas por dia, seis dias por semana. “Sente-se em sua mesa, com as pernas penduradas, costas reta e segurando em seus joelhos por 15 minutos – é difícil“, diz Steiner. “Eu fiz isso por 1.500 horas. Foi, de longe, a experiência mais exageradamente intensa da minha vida“, complementa. Diz que se mantém alerta o tempo todo, mesmo sendo tocado, soprado, empurrado e até cuspido. “Muitas vezes foi um circo“, diz ele. “Mas não fui tocado uma única vez nesta viagem, é um milagre“, diz, referindo-se à sua última exposição, e salientando que nunca responde as perguntas feitas pelo público, mantendo-se calado durante todo o horário de trabalho.

TIM já esteve exposto na Galeria de Pury & Luxembourg, Zurique (2006); na Feira de Arte, Pequim; na Feira de Arte Contemporânea SH, Xangai e em ZKM, Karlsruhe (2008); na Rathaus and Leuphana University, no Luneburg (2009); no Hochschule der Kunste, Berne (2010); no Kunsthalle, Osnabruck; em Robilant & Voena, Londres e em Mona, Hobart (2011); na Zone Contemporaine, Berne; e no Louvre, Paris (2012); no Gewerbemuseum, Winterthur; no Sammlung Reinking, Hamburgo (2013); no Museu Weserburg , Bremen; e no Haus fur Kunst Uri, Altdorf (2014); no Strada Fossaccio, Viterbo; no Gewerbemuseum, Hamburgo; no Civita di Bagnoregio, Roma (2015) e em Mona, Hobart novamente durante todo o ano de 2016.

A exposição passa em 2017 pela Dinamarca e Suiça e volta para mais uma temporada de seis meses em Mona, Hobart, na Tasmânia.

Fui tocado, soprado, gritado, empurrado e cuspido, muitas vezes foi um circo_diz Tim Steiner (foto: arquivo/WIM DELVOYE)

Desde 2006 TIM já foi exibida 12 vezes, entre elas no Louvre em 2012 (foto: arquivo/WIM DELVOYE)

Tim Steiner exibiu sua tatuagem cinco horas por dia seis dias por semana em museu na Tasmânia durante todo o ano de 2016 (foto: arquivo/WIM DELVOYE)

Depois de 40 horas de tatuagem, as costas de Tim Steiner se transformaram na tela viva (foto: arquivo/WIM DELVOYE)

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