História da Tatuagem

A tatuagem é o resultado de um depósito de pigmentos coloridos (ou não) insolúveis na pele. Esses pigmentos formam um desenho e permanecem definitivamente na camada sub-cutânea.

Hoje em dia, a técnica mais comum introduz esses pigmentos com o uso de agulhas especiais na segunda camada do tecido epitelial (pele), na região da derme. Mas há outras técnicas utilizadas, como a sumi, que usa o bambu em lugar de agulhas.

A tatuagem surgiu primeiramente entre tribos e clãs, como fator distintivo de grupo. Estima-se que isso ocorreu há pelo menos 3500 anos atrás. Inclusive, foi comprovada uma tatuagem em uma múmia do século VII dos nossos tempos   – e há ainda quem diga que é um sintoma da modernidade. Depois, com as evoluções sociais e da própria tatuagem passou a ser o que é hoje, ou seja, mais uma expressão da personalidade, uma marca particular do indivíduo.

Segundo o jornalista João do Rio: “primeiro homem, ao perder o pêlo, descobriu a tatuagem”.

Outra forma de uso da tatuagem era para marcar os fatos que marcavam fases da vida, dentre eles o nascimento, a puberdade, a reprodução e a morte. Em tempos modernos, a tatuagem se disseminou primeiro entre marinheiros para, décadas depois se tornar comum entre presidiários. Foi por conta disso que, por um longo tempo tatuados foram marginalizados.

O crescimento das tattoos em peles femininas é algo recente. Sendo hoje visto como algo normal, foi outrora visto como bizarrice tamanha ao ponto de mulheres tatuadas se tornarem atrações em circo. Mas nem sempre foi motivo de entretenimento, houve ainda momentos de utilização de tatuagens para fins terríveis, como para marcação de prisioneiros judeus, que foram numerados durante a Segunda Guerra Mundial.

Com o tempo ela passou a ser utilizada para relatar os fatos da vida social, como:

  • transformar-se em guerreiro;
  • tornar-se sacerdote;
  • tornar-se rei;
  • casar-se;
  • celebrar a vida;
  • identificar os prisioneiros;
  • pedir proteção ao imponderável;
  • garantir a vida do espírito durante e depois do corpo.
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